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HISTÓRIA DA CASA DE PASSAGEM |
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Casa de Passagem surgiu no final da década
de 80, após a promulgação
da atual Constituição do Brasil.
O início de suas atividades coincidiu com
a discursão da elaboração
do Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
Naquela
época, a crise socioeconômica do
país se agravou, havia várias rebeliões
de meninos que se encontravam em situação
de privação de liberdade nas entidades
de recuperação do Estado. A população
e as autoridades do governo, praticamente, “fechavam
os olhos” para o fenômeno das crianças
femininas, que estavam ocupando as ruas, negociando
sua sexualidade, drogando-se, roubando, pedindo
esmolas, enfim, competindo com os garotos por
um espaço para sobreviver. Meninas que
tinham que ir para a rua porque não tinham
o que comer em casa, tampouco privacidade, afeto,
escola ou uma família organizada.
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Foi
a partir desse quadro social que a advogada Ana Vasconcelos,
a psicóloga Cristina Mendonça e Nilvana
Castelli fundaram, em 1989, a Casa de Passagem, para
atender a meninas em situação de rua.
Depois, ampliou seu publico beneficiário, passando
a atender, também, crianças, adolescentes
e jovens, de 7 a 24 anos em situação de
vulnerabilidade social e pessoal, provenientes de comunidades
de baixa renda da Região Metropolitana do Recife.
Tornou-se, assim, Centro Brasileiro da Criança
e do Adolescente – Casa de Passagem.
A partir de 1994, acompanhando o deslocamento das crianças
e dos adolescentes, das ruas centrais em direção
à periferia urbana, em função do
movimento induzido pelo Programa Municipal de Revitalização
do Centro do Recife, a Casa redirecionou sua trajetória.
Desde então, a entidade passou a ter
como público-alvo não apenas “meninas
em situação de rua”. Suas ações
passaram a ser orientadas tanto para crianças
e adolescentes, do sexo feminino, já envolvidas
em situação de grave risco social quanto
para aquelas outras que permanecem na escola e na família
e apresentam um desenvolvimento psico-emocional compatível
com a sua idade, porém, se encontram vulneráveis
a não efetivação de direitos de
cidadania. Em decorrência disso, foram melhor
explicitadas as variáveis sociais de suas ações
que passaram a adquirir também características
preventivas, ao mesmo tempo em que se estendiam o atendimento
às famílias. |
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CASA DE PASSAGEM
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