Entre
os dias 14 e 17 de março, a gerente
executiva da Casa de Passagem, Cristina
Mendonça e a coordenadora do
Programa Iniciação ao
Trabalho, Jaciara Arruda viajaram a
São Paulo para recebe o apoio
do Fundo Itaú Excelência
Social (FIES), na categoria Educação
para o Trabalho, do Banco Itaú.
Quatrocentos
jovens de dez comunidades carentes de
Recife, Olinda e Paulista, na Região
Metropolitana, serão capacitados
para ingressar no mercado de trabalho,
por meio de cursos de telemarketing,
marketing de vendas, tecelagem, artesanato
e gestão de negócios e
empreendedorismo. A Casa de Passagem
que desenvolve esse trabalho há
mais de uma década teve no ano
passado, 350 jovens atendidos. O aumento
de vagas, este ano, ocorreu graças
ao apoio da Fundação Itaú
Excelência Social, que repassou
R$ 200 mil para a entidade
Para
receber a verba, a entidade concorreu
com 1.138 projetos de todo o Brasil.
A Fundação Itaú
selecionou 25, em três categorias:
educação infantil (projetos
com crianças de até 5
anos), educação ambiental
(público entre 6 e 17 anos) e
educação para o trabalho
(adolescentes e jovens de até
24 anos). “O objetivo não
é só formar os jovens
para o mundo do trabalho. Eles recebem
apoio integral para desenvolver-se como
cidadãos”, destaca a gerente-executiva
da Casa de Passagem, Cristina Mendonça.
As
aulas acontecem de segunda à
sexta-feira, durante quatro horas e
meia por dia. Além da parte profissional,
os jovens aprendem informática
básica, cidadania e direitos
humanos. Há suporte psicológico
e atividades para melhoria da escolaridade.
Os participantes recebem lanche e vale-transporte.
Os
cursos se estendem por quatro meses.
Após a conclusão, os alunos
contam com o Núcleo de Apoio
ao Primeiro Emprego e Estágio.
Durante seis meses, eles são
acompanhados por profissionais da área.
A Casa de Passagem mantem parcerias
com empresas que, muitas vezes, absorvem
a mão de obra formada pela entidade.
Ano passado, dos 354 jovens que fizeram
os cursos, 89 conseguiram emprego.
Alessandra
Maria Freitas, 19 anos, moradora de
Ouro Preto, em Olinda, é uma
das participantes do curso de telemarketing
e vendas. “Gosto de vendas e me
identifico com a área. Estou
achando ótimo fazer o curso.
Com qualificação, será
mais fácil conseguir trabalho”,
diz a jovem, que estuda supletivo numa
escola pública estadual. “Em
dois meses de aulas, já mudei
bastante. Sou outra pessoa”, conta.
Amanda
Tenório Soares, 22, também
diz que mudou a partir do curso. “Vivia
sem ânimo. Precisava de uma injeção
de auto-estima. Agora confio em mim
e vou atrás dos meus ideais”,
destaca Amanda, que mora na UR-7, na
Várzea, no Recife, e está
no curso de telemarketing.